
pppBom, essa deve ser a quinta ou sexta vez que eu começo um blog e o deixo pela metade, devo confessar. O que sempre acontece é que eu fico sem tempo ou sem internet por algum motivo. Desta vez, foi a segunda opção. A internet que possuo em casa é a wireless, e não sei se isso é ou não uma características desse tipo de conexão sem fio, mas o que acontece é que ela sempre some e fica dias, semanas, às vezes até meses sem funcionar. É claro que você deve estar pensando: "Uau, mas você não toma nenhuma atitude com relação a isso?" Não vou dizer que sou das pessoas mais acaloradas para resolver esse tipo de situação, mas tentar já tentei e não consegui... O que ocorre é que o suporte a banda larga de minha operadora é péssimo. E acredito que não só a minha, mas de todas as operadoras disponíveis em território nacional. Só que o problema não é só com o serviço de internet, que também é uma mer** (com o perdão da palavra), mas também a única pessoa disponível para te ajudar nessas horas de falha: o operador de telemarketing. Ajudar vírgula, porque nos call centers a desinformação com relação ao serviço é tanta, mas tanta, que a chance de você resolver o seu problema na primeira vez que ligar é menor do que 50%. Tudo depende de sorte: de você cair com um operador que realmente está lá pra trabalhar (que corresponde a mais ou menos 20% dos contratados) e desse mesmo operador ter o conhecimento necessário para resolver o seu problema (pois é, a probabilidade cai para uns 10% ou menos).
pppO que quero dizer com isso é que aqui no Brasil todos os problemas referentes a telefonia e internet, que precisam de um suporte via telefone, são dificilmente resolvidos por esse mesmo meio. Mas a culpa disso não é do operador de telemarketing que não quer trabalhar, como a maioria das pessoas pensam. A culpa é das condições de trabalho que esse operador tem que enfrentar no dia-a-dia profissional. Primeiro, a desvalorização deste tipo de emprego, que é visto pelas pessoas como última opção empregatícia, elas acham que uma pessoa só trabalha nisso porque não é qualificada para outros tipos de emprego (vejam bem, não estou dizendo que não é verdade); segundo, o salário baixíssimo, como se não bastasse geralmente ser um salário mínimo, quando o mesmo sofre reajuste nacional, o salário do operador de telemarkentig é o último a ser reajustado (demora meses depois do reajuste); terceiro, a falta de educação e o jeito presunçoso do brasileiro que faz esse tipo de profissional ter de aguentar desaforos e xingamentos todos os dias, muitas vezes causando depressão e problemas psicológicos; e por último, não basta o próprio trabalho ser cansativo, a própria estrutura das empresas de call center contribuem para a fadiga do profissional: o ar-condicionado que sempre está ligado em temperatura muita baixa devido aos computadores ligados, o que faz grande parte deles terem constantemente inflamação na garganta, crise de sinusite, gripe e problemas respiratórios em geral; o uso diário do headset que gera dores de ouvido, inflamação e às vezes calo atrás das orelhas; o uso direto do computador, que causa problemas na visão, nas articulações dos dedos, nos músculos, nos braços, na coluna... Enfim o número de doenças e incômodos que o operador de telemarketing pode ter são inúmeros. E mesmo assim, ele tem que estar sempre alegre e bem disposto a atender o pior tipo de cliente: o grosso, o mal educado, o egoísta, o dono da razão etc ppppppppppppppppppppppAgora a pergunta que não quer calar é: Como as empresas querem que esse profissional preste um atendimento de qualidade se todos os dias ele tem que encarar essas condições? Não vejo uma resposta clara e justa. Fico pensando uma forma de solucionar o problema, mas não vejo outra senão revolucionar o suporte pós-venda. Não adianta a Anatel (órgão responsável pelos serviços de telecomunicações) aplicar leis mais rígidas às empresas de telefonia porque isso só faz com que a pressão sobre os operadores seja maior, o que causa maior queda na qualidade do atendimento. O que é preciso melhorar são as condições desse trabalhador.
pppUm profissional mais feliz é aquele que vai querer prestar um atendimento de qualidade, o que não é o caso atualmente. Se você ganha mal, tem um trabalho cansativo, vive ouvindo desaforos que mexe com o seu psicológico, como vai conseguir gostar do que faz e fazer um bom trabalho? Uma vez eu li em um texto que agente não deve fazer o que gosta, mas sim gostar do que faz. Não cabe a mim julgar se isso é verdade ou não, mas o que posso dizer é o seguinte: pra gostar do que faz você tem que ter um emprego que te respeita (no sentido de que não te deixa exposto a tantos riscos e ainda te exige que trabalhe bem). Não é o caso do telemarkenting.
Obs: Sim, eu já fui operadora. Nunca saí de um lugar tão aliviada. Foi um adeus a dores de cabeça e ao estresse diário.
pppO que quero dizer com isso é que aqui no Brasil todos os problemas referentes a telefonia e internet, que precisam de um suporte via telefone, são dificilmente resolvidos por esse mesmo meio. Mas a culpa disso não é do operador de telemarketing que não quer trabalhar, como a maioria das pessoas pensam. A culpa é das condições de trabalho que esse operador tem que enfrentar no dia-a-dia profissional. Primeiro, a desvalorização deste tipo de emprego, que é visto pelas pessoas como última opção empregatícia, elas acham que uma pessoa só trabalha nisso porque não é qualificada para outros tipos de emprego (vejam bem, não estou dizendo que não é verdade); segundo, o salário baixíssimo, como se não bastasse geralmente ser um salário mínimo, quando o mesmo sofre reajuste nacional, o salário do operador de telemarkentig é o último a ser reajustado (demora meses depois do reajuste); terceiro, a falta de educação e o jeito presunçoso do brasileiro que faz esse tipo de profissional ter de aguentar desaforos e xingamentos todos os dias, muitas vezes causando depressão e problemas psicológicos; e por último, não basta o próprio trabalho ser cansativo, a própria estrutura das empresas de call center contribuem para a fadiga do profissional: o ar-condicionado que sempre está ligado em temperatura muita baixa devido aos computadores ligados, o que faz grande parte deles terem constantemente inflamação na garganta, crise de sinusite, gripe e problemas respiratórios em geral; o uso diário do headset que gera dores de ouvido, inflamação e às vezes calo atrás das orelhas; o uso direto do computador, que causa problemas na visão, nas articulações dos dedos, nos músculos, nos braços, na coluna... Enfim o número de doenças e incômodos que o operador de telemarketing pode ter são inúmeros. E mesmo assim, ele tem que estar sempre alegre e bem disposto a atender o pior tipo de cliente: o grosso, o mal educado, o egoísta, o dono da razão etc ppppppppppppppppppppppAgora a pergunta que não quer calar é: Como as empresas querem que esse profissional preste um atendimento de qualidade se todos os dias ele tem que encarar essas condições? Não vejo uma resposta clara e justa. Fico pensando uma forma de solucionar o problema, mas não vejo outra senão revolucionar o suporte pós-venda. Não adianta a Anatel (órgão responsável pelos serviços de telecomunicações) aplicar leis mais rígidas às empresas de telefonia porque isso só faz com que a pressão sobre os operadores seja maior, o que causa maior queda na qualidade do atendimento. O que é preciso melhorar são as condições desse trabalhador.
pppUm profissional mais feliz é aquele que vai querer prestar um atendimento de qualidade, o que não é o caso atualmente. Se você ganha mal, tem um trabalho cansativo, vive ouvindo desaforos que mexe com o seu psicológico, como vai conseguir gostar do que faz e fazer um bom trabalho? Uma vez eu li em um texto que agente não deve fazer o que gosta, mas sim gostar do que faz. Não cabe a mim julgar se isso é verdade ou não, mas o que posso dizer é o seguinte: pra gostar do que faz você tem que ter um emprego que te respeita (no sentido de que não te deixa exposto a tantos riscos e ainda te exige que trabalhe bem). Não é o caso do telemarkenting.
Obs: Sim, eu já fui operadora. Nunca saí de um lugar tão aliviada. Foi um adeus a dores de cabeça e ao estresse diário.







